domingo, 9 de maio de 2010

MAE

Mãe, Saudade

Olho para céu à noite e com muita saudade,
penso essas estrelas são olhos a nos vigiar,
a nos cuidar e a nos embalar.
Reconheço seu olhar ao longe,
guardando o meu caminho,
as vezes tranqüilo e outras vezes espinhoso.
Embora ausente, sua presença é constante
na minha vida, seu sorriso, sua voz enérgica
e carinhosa, ao mesmo tempo,
impulsionando minha vida.
Lágrimas descem pelo meu rosto,
querendo ver o seu, para que em um
impulso correr para seus braços
e me aninhar, sem vergonhas.
Cinqüenta anos se passaram de
minha existência, sem esquecer
uma só frase, um puxão de orelha,
um carinho, um sorriso, uma chinelada
um beijo terno, que só você soube dar.
Espaços vazios que não se completam mais,
lacunas perdidas em pensamentos.
Caminhos percorridos sem volta.
Para você, mãe, dedico essas palavras
hoje, pois que sei que em toda minha
existência serão as mesmas.
A saudade não é só neste seu dia,
mas em todos os dias, pois tu és como uma jóia preciosa,
podem haver outras, mais nenhuma igual a você.
Obrigado, Deus, por me dar a chance de conhecer a flor de onde nasci.
Ofereço esse poema real para todos os filhos que precisam de uma estrela,
para olhar e se admirar.

Fonte:
http://amizadeverdadeira-amizade.blogspot.com/

Postado amizade at Terça-feira, Agosto 21, 2007

Autor Sávio Assad

domingo, 14 de março de 2010

A CORAGEM DA FE

A coragem da fé
Em várias passagens do Evangelho, Jesus salienta a importância da coragem de testemunhar a própria fé. Por exemplo, em determinado ponto da narrativa evangélica, o Cristo afirma que ninguém deve se envergonhar Dele e de Suas palavras. Das exortações do Mestre, extrai-se que não basta crer em algo. O homem deve viver na conformidade de suas crenças. Esposar um ideal é muito pouco. É necessário ser fiel a esse ideal. Em um mundo corrompido, a fidelidade a uma concepção de vida mais pura não costuma ser fácil. Os exemplos que se recebe diariamente são bastante tristes. A Humanidade vive um período de grave crise moral. Sob o nome de liberdade, impera a libertinagem. A título de diversidade de costumes, as criaturas se permitem os mais estranhos desregramentos. Há inúmeros desonestos ocupando elevados cargos e vivendo no luxo. Seres viciosos posam de modelo para a sociedade. Muitos artistas bonitos, mas levianos e desequilibrados, ditam modas e tendências de comportamento. A promiscuidade e a troca constante de namorados ou esposos não mais chocam. Nesse contexto, ser sóbrio, trabalhador, honesto e responsável parece quase exótico. O homem pouco reflexivo pode se sentir tentado a seguir a "onda da modernidade". Entretanto, é preciso ponderar um pouco. Hábitos que destroem a integridade física e psíquica, o lar e a própria dignidade de quem os adota não podem ser saudáveis. A corrupção dilacera a sociedade. Ela implica o desvio de dinheiro que poderia salvar e melhorar inúmeras vidas. A promiscuidade sexual deixa um rastro de desencanto e doença nas vidas de quem a adota. Perante um Mundo conturbado e violento, o homem precisa refletir a respeito de seus ideais. Quais são os valores que se consideram necessários para uma vida harmoniosa e saudável? Identificados esses valores, impõe-se a fidelidade a eles. O que não vale é viver ao sabor das circunstâncias, como um animal que se guia pelo movimento da manada. A inteligência é um dom precioso demais para ser desperdiçado. Urge lançar um olhar crítico sobre os hábitos da sociedade e meditar sobre eles. Se todos adotarem determinado padrão de comportamento, será possível uma convivência pacífica e proveitosa? Certo naipe de conduta é louvável? Seria agradável ver os próprios filhos ou pais vivendo de forma destrambelhada? Ou ver um ente querido sofrendo as conseqüências da conduta inconseqüente de outrem? O que não é bom e honroso, o que torna infelizes os outros deve ser combatido. Aí surge a necessidade de ser corajoso. Viver de acordo com padrões mundanos é fácil. Difícil é esposar ideais nobres e viver com nobreza. Ser fiel a um Ideal não implica tornar-se conversor compulsório dos semelhantes. A liberdade de consciência é um imperativo da vida em sociedade. Entretanto, respeitar a liberdade dos outros não significa ser conivente com seus equívocos. Para viver em paz é necessário aprender a conviver com o diferente. Mas viver pacificamente não é sinônimo de ser passivo. Em certos momentos, a omissão é um escândalo. Sempre que chamado a dar opinião sobre uma questão ética, é importante ser honesto, embora mantendo a gentileza. Se a opinião não agradar, paciência. Perante condutas que prejudicam inocentes ou o patrimônio público, deve-se atuar na defesa do bem e da ética. Em todo e qualquer caso, agir corretamente, mesmo em prejuízo dos próprios interesses imediatos. Uma vida honrada é o maior e mais corajoso testemunho que um homem pode dar de suas crenças. Pense nisso.