domingo, 6 de setembro de 2009

Saudades de Meus Pais





Vencido pela profunda angústia da minha mágoa, despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e o mar de nuvens viajeiras, me convidaram para o banquete do dia. Levantei e percebi que não fora um pesadelo... A presença da sua ausência era a mais pura e triste realidade... Não sei dizer ao certo se é a presença da ausência ou a ausência da presença, ou, talvez seja, simplesmente, saudade... Lá fora tudo respirava perfume e os braços do vento, carregando o pólen da vida, cantavam nos ramos do arvoredo delicada canção... Saí a correr, tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos. A presença invisível do bem-amado fazia-me arder em febre de ansiedade, enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto... Embriagado pela saudade, meu ser ansiava pela paz... Em vão tentei exaurir as forças para livrar-me da dor, mas não lograva libertar-me do punhal da melancolia cravado no coração, e da lembrança da sua ausência... Quando, enfim, a tarde se escondeu ao longe das montanhas altaneiras, outra vez tombei em mim mesmo, extenuado e só... Naquele momento desejei que o Todo Poderoso me dominasse com os fortes recursos da soberana misericórdia, livrando-me de mim mesmo... Parecia que não mais suportaria o espinho da saudade cravado em meu peito, já dorido e exausto... A ausência da sua presença queimava as fibras mais sutis da minha alma. E a presença da sua ausência feria-me o coração dilacerado e só... A noite devorou o dia, e, ao escancarar a sua boca negra, mostrou a primeira estrela engastada no manto escuro, vencendo as sombras... Minutos depois, miríades de astros brilhantes compuseram o diadema da vitória total da luz... Só então, solitário e meditativo, compreendi como a minha canção de dor chegara ao ouvidos do Criador, que me respondeu em vibrações fulgurantes de esperanças à distância... Só então compreendi que não há escuridão que resista a um simples raio de luz, e decidi acender a chama da esperança em minha alma. E, só então, pude ouvir o Sublime Cancioneiro do silêncio e Suas melodias repletas de sons e paz, convidando-me a confiar em Seu infinito poder e entregar-me aos braços suaves da esperança... * * * Se o manto escuro da saudade pesa sobre os seus ombros, ilumine-se com as pérolas da oração sincera em favor de quem partiu. Preencha a ausência da presença com a lembrança dos momentos compartilhados nas horas alegres, e confie no reencontro feliz.
Autor:Redação do Momento Espírita,

Um comentário:

  1. hoje sinto saudades de meus pais,por temos que valorizar os pais,eu ama muito meus pais,sei que eles estâo noutro mundo espiritual,onde nos encontraremos

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